COLUNA DO GILMAR
O Trabalhismo como Caminho para Fortalecer Previdência, Educação e Cultura
   
O trabalhismo defende uma educação pública forte, integrada ao ensino técnico e ao mundo do trabalho

Por Gilmar Goulart Pinto
17/12/2025 10h31

Vivemos um momento decisivo para o futuro da previdência, da educação e da cultura no Brasil. Como vereador suplente e defensor do pensamento trabalhista, considero fundamental esclarecer a importância desses temas e reafirmar o compromisso histórico do trabalhismo com a proteção social, a valorização profissional e o fortalecimento das nossas identidades culturais.

Ao observarmos o debate sobre a previdência, é preciso lembrar que esse sistema não é um privilégio, mas um direito conquistado por gerações de trabalhadores. O pensamento trabalhista sempre sustentou que a seguridade social é uma garantia de dignidade. Portanto, qualquer reforma deve ser conduzida com responsabilidade, transparência e respeito a quem dedicou sua vida ao trabalho. A previdência precisa ser preservada como instrumento de proteção e não tratada como um simples dado contábil.

No campo da educação, reafirmo que o desenvolvimento só ocorre quando o Estado investe na formação dos jovens. O trabalhismo defende uma educação pública forte, integrada ao ensino técnico e ao mundo do trabalho. Precisamos ampliar oportunidades, modernizar estruturas, criar parcerias e valorizar os professores, responsáveis diretos pelo futuro do nosso município e do nosso país. Preparar o jovem para ingressar no mercado de trabalho é uma estratégia que beneficia toda a sociedade.

A cultura é outro pilar que exige atenção. Os festejos tradicionais, as manifestações artísticas e a riqueza simbólica do nosso povo não são apenas herança do passado — são motores econômicos que movimentam comunidades inteiras. Defendo a valorização de todas as linguagens culturais: o músico, o cantor, o dançador, o artista visual e cada trabalhador que mantém viva a identidade do nosso povo. Cultura é trabalho, é renda, é pertencimento.

Como trabalhista, acredito no fortalecimento conjunto desses três pilares — previdência, educação e cultura — como caminho para construir uma sociedade mais justa. E acredito também que a política só avança quando é feita ao lado da população. Por isso, convido a comunidade a participar, debater, opinar e valorizar a democracia, que nos assegura o direito de falar e ser ouvido. A transformação social nasce do diálogo e do respeito às diferentes visões.

Reafirmo meu compromisso com o desenvolvimento do nosso município e com a defesa dos trabalhadores, dos educadores, dos artistas e dos jovens que sonham com um futuro melhor. A construção de uma sociedade mais humana e mais igualitária é possível — e passa pela participação ativa de cada cidadão.

Gildo de Freitas & Teixeirinha - Dois gigantes eternos da cultura gaúcha

O dia 4 de dezembro é um dia de memória profunda para o Rio Grande do Sul. Nesta mesma data, perderam-se dois dos maiores ícones da música regional gaúcha: Gildo de Freitas, que nos deixou em 1982, e Teixeirinha, que partiu em 1985. Já se vão 43 e 40 anos, mas a força do legado deles segue tão viva quanto a chama da nossa identidade.

Gildo de Freitas foi o trovador maior do Rio Grande. Com sua habilidade única na trova, na poesia improvisada e na interpretação campeira, ele transformou o cotidiano do povo simples em arte. Representava o gaúcho raiz — autêntico, habilidoso, sensível e orgulhoso da própria cultura. Sua música não era só canto: era história, era memória, era verdade.

Teixeirinha, por sua vez, foi um fenômeno. Com uma voz inconfundível e uma trajetória marcada por superação, ele levou a música gaúcha para o Brasil e para o mundo. Suas composições emocionaram gerações e atravessam o tempo com a mesma força de quando foram criadas. “Coração de Luto”, “Gaúcho de Passo Fundo” e tantos outros clássicos ecoam até hoje nos lares, nos CTGs, nas rádios e nas festas populares.

Juntos — mesmo sem formarem dupla — eles se completam na história. São pilares que sustentam a expressão artística, a identidade e a resistência cultural do nosso povo. Representam a voz da campanha, a vida no interior, o sentimento do gaúcho que carrega no peito a memória da terra.

Que este 4 de dezembro seja eternizado e possamos celebrar o legado desses dois mestres, que não pertencem apenas ao passado, mas ao presente e ao futuro da música nativista.
Porque enquanto houver alguém tocando uma gaita, cantando uma trova ou dançando um vanerão, Gildo e Teixeirinha estarão vivos — inspirando, emocionando e mantendo acesa a cultura do Rio Grande do Sul.

Seguiremos honrando essa história.
Que nunca se perca aquilo que eles ajudaram a construir.


   

  

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