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CULTURA
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Arquivo Histórico de Rio Pardo ganha site com 60 mil documentos de memórias do RS
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Historiadores, pesquisadores e urbanistas têm uma nova fonte de consulta sobre as origens do Rio Grande do Sul
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Historiadores, pesquisadores e urbanistas têm uma nova fonte de consulta sobre as origens do Rio Grande do Sul. Entra no ar em 9 de junho, o site do Arquivo Histórico Municipal de Rio Pardo.
Antiga vila criada em 1809 - é um dos quatro primeiros municípios, assim como Porto Alegre, Rio Grande e Santo Antônio da Patrulha -, Rio Pardo é berço do nascimento do Estado. Sua importância pode ser medida no tempo e no espaço. Abrigou extensas áreas de terras, incluindo até São Borja, distante mais de 460 quilômetros.
Por meio de recurso, R$ 120 mil, disponibilizado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), conduzido pela Secretaria da Cultura do Estado, foram digitalizados 60.198 documentos.
O Arquivo Histórico de Rio Pardo é o segundo a ser digitalizado no Rio Grande do Sul - o primeiro é o de Porto Alegre -, e guarda peças raras e fragmentos do cotidiano remoto dos gaúchos. Livros, imagens, fotografias, eis, atas, decisões administrativas, discursos políticos, inventários, registros de escravos e até de crianças abandonadas fazem parte do acervo físico que até então corria o risco de se deteriorar por intempéries.
A solenidade está marcada para às 13h30min, com workshop e coquetel de lançamento no Centro Regional de Cultura, Rua Andrade Neves, 679. O evento é organizado pela Associação dos Amigos do Solar do Almirante (AASA), responsável pelo projeto "Digitalizando e Compartilhando a História de Rio Pardo".
"Estamos salvando boa parte da história do Rio Grande do Sul que estará disponível a toda população", comemora a presidente da entidade, a advogada Patrícia Fontoura.
Além da preservação do Arquivo Histórico, Patrícia também trabalha na revitalização do Solar do Almirante, prédio de aproximadamente 300 metros quadrados, o mais antigo registrado na cidade, datado de 1790. É o local onde nasceu, em 1848, o almirante Alexandrino Faria de Alencar, que foi senador e ministro da Marinha e da Guerra entre 1906 e 1923.
O Solar é qualificado como ponto de cultura do Estado do Rio Grande do Sul e da União e deverá ser transformado em espaço cultural a partir de reformas. No começo do mês, foi contemplado, também pela PNAB, com R$ 100 mil para obras de melhorias na rede hidrosanitária e drenagem. Além disso, o projeto Solar do Almirante teve a parceria dos Cursos de Arquitetura e Urbanismo, que, por meio de Curso de Extensão, da Unisc, realizaram a análise de patologias do imóvel.



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