SOCIEDADE
Alerta máximo para a violência de gênero teve blitz no litoral gaúcho
   
Deputado Adão Pretto pede urgência na aprovação de projetos de combate à violência contra a mulher

Por Assessoria de Imprensa
03/02/2026 12h16

Em cenário de alerta máximo para a violência de gênero, blitz “Fim da Linha” reforça combate à violência contra a mulher no RS*

Veranistas de todo o estado que estiveram na Praia Grande, em Torres, no último sábado (31), foram o público prioritário da primeira edição de 2026 da Blitz “Fim da Linha para a Violência contra a Mulher”. A ação foi promovida pelo Comitê Gaúcho Eles Por Elas, da ONU Mulheres, e contou com o apoio de entidades como a dupla GreNal, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, da Assembleia Legislativa, o que reforça o compromisso coletivo com o enfrentamento à violência de gênero.

O dia ensolarado contribuiu para o sucesso da mobilização, que reuniu dezenas de representantes das entidades integrantes do Comitê em uma grande caminhada de conscientização. Durante a atividade, materiais informativos foram distribuídos à população, com alertas sobre a gravidade da violência contra mulheres e meninas e com destaque para a importância do engajamento social no seu enfrentamento.

O articulador nacional do movimento He For She, da ONU Mulheres, Edegar Pretto, participou da ação. Ele atua de forma contínua no combate a todas as formas de violência, com atenção especial ao feminicídio, cujos índices no Rio Grande do Sul seguem alarmantes. No estado, Pretto tem se dedicado a articular ações e políticas públicas que vão além da punição aos agressores e priorizam a proteção das vítimas, por meio do diálogo com o Governo Federal e com os órgãos de segurança pública, com foco na retirada de mulheres de situações de risco e no afastamento dos agressores do convívio social.

“A violência contra as mulheres se combate todos os dias. Há nove anos o litoral gaúcho nos acolhe para dialogar, especialmente, com os homens. Cobramos orçamento do Estado, decisão política e mobilizamos a sociedade pela igualdade e pelo enfrentamento de todo tipo de violência contra meninas e mulheres”, destacou Pretto.

A blitz “Fim da Linha” também contou com a presença de lideranças políticas comprometidas com a pauta, como o deputado estadual Adão Pretto.

Deputado Adão Pretto pede urgência na aprovação de projetos relacionados ao combate à violência contra a mulher

Na quinta-feira (29), foi confirmado o 11º feminicídio do ano de 2026 no RS. Desta vez, a vítima foi Marlei de Fátima Froelick, de 53 anos. O crime ocorreu na cidade de Novo Barreiro, e o autor dos disparos foi o ex-companheiro, um homem de 57 anos.

A partir da escalada de feminicídios no Estado, o deputado Adão Pretto Filho (PT) irá propor urgência na tramitação de projetos do Legislativo relacionados ao combate da violência contra as mulheres. Pretto, que é presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, acredita que essa pode ser uma resposta efetiva do parlamento gaúcho às estatísticas alarmantes de violência de gênero.

“Vivemos em meio a uma epidemia de violência contra a mulher, e o governo do Estado está paralisado no combate. Não podemos assistir as estatísticas crescerem e ficarmos de braços cruzados. Por isso, no retorno do recesso parlamentar, quero conversar com a presidência da casa e com os demais colegas deputados e deputadas para darmos celeridade aos projetos que tratam desse assunto”, explica.

Uma das propostas que estão em tramitação na casa é de autoria do próprio Pretto, e prevê a inclusão da Lei Maria da Penha no currículo das escolas da rede estadual de ensino. Segundo o deputado, o combate à violência contra a mulher exige ações urgentes, mas a conscientização das futuras gerações é que fará com que as estatísticas de fato possam diminuir.

“No ano passado, foi a força do parlamento que fez com que o governo do Estado recriasse a Secretaria da Mulher, depois de 10 anos. Mas isso não é suficiente, é necessário mais investimento, campanhas de conscientização e de acolhimento às milhares de gaúchas vítimas de violência todos os dias”, afirma Pretto.  

1284 feminicídios em 13 anos no Estado

No final de 2025, a Frente Parlamentar de Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, da ALRS, divulgou um balanço referente aos últimos 13 anos, no qual revelou que, nesse período, foram registrados 1284 feminicídios no Rio Grande do Sul. Os dados extraídos da Secretaria de Segurança Pública (SSP) ainda apontam que ao longo desses anos, ocorreram 27 mil estupros e 854 mil ocorrências de violência contra mulher no Estado.


   

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