PAÍS
Fortes chuvas causam tragédia no litoral norte de São Paulo
   
Mais de 60 pessoas já foram encontradas mortas pela enchente e deslizamentos

Por VCS e Agência Brasil
22/02/2023 15h15

Depois de intensa chuva que atingiu o litoral norte de São Paulo, causando enchente e desmoronamento, gerando uma tragédia para aproximadamente 65 famílias que perderam seus entes queridos, a ação dos poderes públicos aconteceu.

O presidente Lula mudou sua agenda e sobrevoou as áreas atingidas, o governo federal liberou verba de mais de 8 milhões de reais para as prefeituras e inciou uma campanha com demais ministérios e receita federal para auxiliar os milhares de atingidos, que perderam suas casas e móveis.

A Justiça de São Paulo concedeu liminar que permite a retirada de famílias que vivem em áreas de risco de Caraguatatuba, litoral norte do estado, para que sejam levadas a abrigos seguros. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e da prefeitura de São Sebastião, município também localizado no litoral norte.

Desde o último domingo (19), a região enfrenta consequências de temporais. Até o momento, 48 mortes foram confirmadas, sendo 47 em São Sebastião e uma em Ubatuba.

No estado, as chuvas deixaram 1.730 pessoas desalojadas e 766 desabrigadas. A situação fez com que o governo de São Paulo decretasse estado de calamidade pública nos municípios atingidos.

As áreas incluídas na decisão judicial são: Boiçucanga, Juquehy, Cambury, Barra do Sahy, Maresias, Paúba, Toque Toque Pequeno, Barra do Una, Barequeçaba, Varadouro, Itatinga, Olaria, Topolândia, Morro do Abrigo, Enseada e Jaraguá. Outras áreas podem ser identificadas e incluídas na lista, conforme esclarece o governo estadual, em nota.

A medida tem caráter preventivo e provisório e deve acabar assim que "a situação climática esteja favorável”, diz o documento que detalha a decisão. O entendimento da Justiça é que a transferência compulsória será feita "em último caso".

O governador Tarcísio de Freitas permanece na região para acompanhar as ações de resgate e acolhimento das vítimas e de reparação de acessos aos bairros mais afetados. Ele afirmou que a medida de retirada dos habitantes de zonas vulneráveis surgiu como solução e se comprometeu a aplicá-la somente quando houver, de fato, necessidade.

Edição: Nádia Franco e VCS

A Marinha brasileira enviou na manhã de quarta-feira (22) o maior navio de sua frota, o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, para funcionar como um hospital de campanha no litoral norte de São Paulo. 

De acordo com a Marinha, o navio permitirá reforçar o atendimento médico aos desabrigados e desafogar hospitais da região, permitindo que eles priorizem os casos mais graves.

Além do Atlântico, a Marinha está enviando o Guarapari, uma embarcação de desembarque de carga, que possui uma rampa capaz de atracar em praias, o que facilitará o resgate de vítimas em áreas ainda isoladas.

No navio Atlântico estão seis helicópteros, três embarcações de desembarque de viaturas e duas lanchas. Mais de mil militares estarão envolvidos na ação, entre eles uma equipe de 28 profissionais de saúde.

No centro médico do navio, há ortopedista, cirurgião geral, anestesista, clínico geral, farmacêutico, cirurgião dentista, técnicos em Enfermagem, auxiliar de Higiene Bucal e auxiliar de Laboratório (patologia clínica).​​

Edição: Valéria Aguiar


   

  

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