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SAPUCAIA DO SUL |
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Prefeito admite ação judicial contra a Corsan por falhas no abastecimento de água |
| Não se trata mais de cobrar melhorias, mas de exigir respeito com a comunidade, disse Nestor Bernardes |
Nestor Bernardes, endurece discurso contra Corsan e admite ação judicial por falhas no abastecimento
Na última terça-feira (28/04), o prefeito Nestor Bernardes elevou o tom contra a concessionária Corsan após mais um episódio de problemas no abastecimento de água no município. Em reunião com Tiago Luis Gomes, representante da AGESAN-RS, o chefe do Executivo tratou diretamente da possibilidade de uma ação civil pública contra a empresa.
Durante o encontro, Bernardes foi enfático ao classificar a situação como inaceitável, destacando que a população não pode continuar refém de falhas recorrentes no serviço. Segundo ele, o município já esgotou as tentativas administrativas e agora avalia medidas mais duras. “Não se trata mais de cobrar melhorias, mas de exigir respeito com a comunidade”, sinalizou.
A reunião também abordou o papel da agência reguladora diante das constantes reclamações. Em diversos municípios gaúchos, prefeitos vêm relatando interrupções frequentes no fornecimento, cobranças indevidas e baixa qualidade nos serviços prestados pela concessionária . O cenário tem ampliado a pressão política sobre a empresa, privatizada em 2023 e responsável pelo abastecimento de milhões de gaúchos .
Bernardes reforçou que a administração municipal está disposta a avançar juridicamente caso não haja resposta imediata. A possibilidade de uma ação civil pública surge como instrumento para obrigar a Corsan a cumprir o contrato e garantir a regularidade no abastecimento.
A postura do prefeito acompanha um movimento crescente em cidades do Rio Grande do Sul, onde lideranças têm intensificado cobranças públicas e acionado órgãos reguladores diante da insatisfação da população com os serviços de saneamento. Em alguns casos, gestores já denunciaram que “a qualidade prometida no contrato está longe de ser entregue” .
Ao final da reunião, ficou definido que novas medidas poderão ser adotadas nos próximos dias, caso a situação não apresente evolução. A mensagem do Executivo é clara: a crise no abastecimento deixou de ser apenas um problema técnico e passou a ser tratada como uma questão política e jurídica.


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