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COLUNA DO MATHEUS |
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Relembrando as inesquecíveis Olimpíadas Municipais de Capela de Santana |
| Mais do que um evento esportivo, as Olimpíadas eram um verdadeiro encontro da comunidade |
Você se lembra das Olimpíadas Municipais de Capela de Santana?
Mais do que um evento esportivo, as Olimpíadas eram um verdadeiro encontro da comunidade. Um momento em que Capela respirava esporte, cultura, saúde — e, principalmente, pertencimento.
Quem viveu sabe.
Não era só competir. Era vestir a camiseta com orgulho, defender sua equipe, encontrar amigos, reunir famílias e transformar cada prova em uma grande celebração coletiva. Azul, Amarelo, Branco, Vermelho ou Verde… cada cor carregava histórias, rivalidades saudáveis e memórias que seguem vivas até hoje.
As equipes, inclusive, representavam muito mais do que cores — representavam regiões, bairros, gente de verdade. Em muitos momentos, a divisão se organizava assim:
Amarelo (São Lucas, Progresso, Boqueirão, Bairro Antunes),
Azul (Estação, Vila Flores, Arrozeira, Primavera),
Branco (Bosques, Vila Nova, Centro até a divisa da Rua Padre Grecca),
Verde (Centro, Bom Retiro, Assentamento) e
Vermelho (Virador, Pareci Velho, Divisa, Paquete).
Claro, nem sempre foi exatamente assim — ao longo dos anos, algumas formações mudavam — mas a essência era a mesma: cada canto de Capela representado dentro da competição.
E que competição.
Tinha futebol de campo e futsal, vôlei, handebol, atletismo, corrida, ciclismo, além de modalidades que marcaram época como o tradicional pingue-pongue. Cada prova valia pontos, cada detalhe fazia diferença, e no final tudo se somava para definir a equipe campeã geral.
Os ginásios lotados — no Malboro, no Rota 66 e também no Expresso 240 — eram palco de grandes momentos. As aberturas eram um espetáculo à parte, com apresentações culturais, música, dança e aquele frio na barriga de quem ia competir. E quando chegava a final, muitas vezes na Praça Matriz, a cidade parava.
Entre esses momentos, também havia a escolha da Garota das Olimpíadas — uma tradição simples, mas marcante, que representava cada equipe e reforçava ainda mais o envolvimento da comunidade.
Idealizadas pelo professor, escritor e grande historiador capelense Leo Laerte Jesus Oliveira, as Olimpíadas nasceram com um propósito claro: unir a comunidade através do esporte e da cultura — algo que, na prática, foi muito além.
Mas talvez o mais importante nunca tenha sido o pódio.
As Olimpíadas criavam algo que não se explica só com medalhas: o sentimento de comunidade. A rivalidade ficava dentro da quadra. Fora dela, era união, amizade e orgulho de ser daqui.
Hoje, ao relembrar, fica aquela pergunta que vem quase automática:
pra quem você torcia?
Ou melhor… em qual equipe você fez história?
Porque, no fim das contas, as Olimpíadas não ficaram no passado.
Elas continuam vivas na memória — e no coração de quem viveu cada momento.

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