Justiça autorizou e ex-deputada Flordelis já está presa
Ela foi denunciada pela morte do ex-marido Anderson do Carmo
Outro fato que movimentou o noticiário político brasileiro foi o da prisão da pastora evangélica e ex-deputada federal Flordelis, do Rio de Janeiro. A ex-deputada Flordelis teve sua prisão requerida pelo Ministério Público. O pedido foi feito na sexta-feira, dia 13 de agosto, à 3ª Vara Criminal de Niterói. Na quarta-feira (11/08), a Câmara dos Deputados cassou seu mandato por quebra de decoro.

Em agosto de 2020, ela e outras dez pessoas foram denunciadas pelo assassinato, em 2019, do pastor evangélico Anderson do Carmo de Souza, então marido da parlamentar. Na época, Flordelis não teve sua prisão pedida por ter imunidade parlamentar.
“Com a perda do mandato, a situação jurídica da ré deve ser revista para sanar a desproporcionalidade que havia entre as medidas cautelares impostas, os fatos imputados e as condutas que a ré praticou para interferir na instrução e se furtar no momento da aplicação da lei penal”, disse o pedido encaminhado à Justiça.
No documento, o Ministério Público destacou que ficou claro que a liberdade da ré colocava em risco tanto a instrução criminal quanto a aplicação da lei penal e que, mesmo sendo cabível e necessária sua prisão preventiva, a decretação só não havia sido possível devido à imunidade parlamentar.
PRISÃO
A ex-deputada federal Flordelis (PSD) foi presa no início da noite de sexta-feira, 13, em sua casa em Niterói, no Rio de Janeiro, após a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, decidir pela prisão preventiva da pastora, acusada de mandar matar o marido, Anderson do Carmo, assassinado a tiros em 16 de junho de 2019. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro apresentado na sexta-feira.
Em seu perfil nas redes sociais, Flordelis publicou um vídeo falando que estava sendo levada à prisão e pediu orações. "Olá gente, chegou o dia que ninguém desejaria chegar. Estou indo presa por algo que eu não fiz, por algo que eu não pratiquei. Eu não sei para quê, mas estou indo com força e com a força de vocês. Orem por mim. Orem, orem. Uma corrente de oração na internet. Busquem a Deus, está bom? Um beijo, amo vocês", disse a ex-deputada cassada a seus seguidores.
A prisão aconteceu dois dias após Flordelis perder o mandato de deputada, o que culminou na anulação da imunidade parlamentar, que impedia a prisão. Na quarta-feira, 11/08, a Câmara dos Deputados aprovou a sua cassação por quebra de decoro, tirando o benefício. A pastora já era monitorada por uma tornozeleira eletrônica desde o ano passado.
Na sexta-feira, o MP pediu a prisão de Flordelis, alegando tentativa de interferência nas investigações e no processo. Segundo o órgão, "além da gravidade da conduta criminosa, a ex-deputada, poucos dias após o homicídio, orientou os demais corréus para que o celular da vítima fosse localizado e suas mensagens comprometedoras fossem apagadas, bem como que fossem queimadas as roupas com possíveis vestígios forenses".
A defesa de Flordelis foi procurada para se pronunciar sobre o pedido, mas ainda não se manifestou.
Edição: Kleber Sampaio e VCS
