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Cultura, Música e Economia Criativa como Projeto de País |
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| Elas produzem trabalho, renda, identidade, inovação e pertencimento | |
Um projeto nacional comprometido com o desenvolvimento humano precisa reconhecer que a democracia não se limita ao ato de votar. Ela depende da participação cotidiana da sociedade, da escuta permanente das demandas populares e da construção coletiva das decisões que orientam o futuro do país. Quando a cidadania é afastada da vida pública, enfraquecem-se os vínculos sociais e abrem-se espaços para que interesses particulares ocupem o lugar do interesse comum. Por isso, é essencial fortalecer uma cultura política baseada na participação, no diálogo e no compromisso com o bem coletivo.
Nesse contexto, a cultura, a música e a economia criativa devem ser compreendidas como áreas estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Elas produzem trabalho, renda, identidade, inovação e pertencimento, além de contribuírem para a valorização da diversidade e para o fortalecimento da soberania cultural. Investir nesses setores significa apostar na inteligência do povo, na criatividade das comunidades e na capacidade de gerar riqueza com inclusão social.
A formulação de políticas públicas para essas áreas precisa nascer de processos amplos de participação social. Artistas, produtores, trabalhadores da cultura, economia solidária, educadores, comunicadores, pesquisadores, empreendedores, sindicatos, coletivos, escolas, universidades e organizações comunitárias devem ter espaço para contribuir com a elaboração, o acompanhamento e a avaliação das ações governamentais. Antes mesmo do início de cada gestão, é fundamental promover conferências, audiências públicas, debates territoriais e encontros setoriais, de modo que o programa de governo seja resultado de uma construção democrática, e não de decisões isoladas.
Na cultura a criação de instâncias permanentes de diálogo é indispensável. Conselhos, fóruns, observatórios e grupos de trabalho podem reunir diferentes segmentos para discutir temas como formação artística, circulação de obras, acesso aos equipamentos culturais, profissionalização dos trabalhadores, direitos autorais, financiamento, inovação tecnológica e distribuição digital. Essas instâncias ajudam a construir políticas mais consistentes, capazes de acompanhar as transformações do tempo sem perder de vista a valorização da produção nacional e regional.
As mudanças trazidas pelas plataformas digitais alteraram profundamente a forma de criar, distribuir e consumir música e conteúdo cultural. Diante desse cenário, o poder público precisa agir com planejamento e visão de futuro, promovendo debates com emissoras, veículos de comunicação, artistas, gravadoras, produtores, plataformas digitais, universidades e consumidores. O desafio não é apenas adaptar o setor às novas tecnologias, mas também garantir que essas transformações não ampliem as desigualdades nem fragilizem os trabalhadores da cultura. É necessário estabelecer regras, incentivos e mecanismos de proteção que fortaleçam a produção local e ampliem o acesso da população à diversidade cultural.
Um governo comprometido com a participação popular também deve trabalhar com metas claras, transparência na aplicação dos recursos públicos, cronogramas definidos e instrumentos permanentes de controle social. A sociedade precisa acompanhar não apenas a formulação das políticas públicas, mas também sua execução e seus resultados. A democracia se fortalece quando o povo deixa de ser espectador e passa a ser sujeito ativo das decisões que impactam sua vida.
Essa visão parte da convicção de que governar é incluir, organizar, dialogar e transformar. O desenvolvimento só é verdadeiro quando alcança o conjunto da população e valoriza o trabalho, a educação, a cultura e a dignidade de cada pessoa. Por isso, é preciso reafirmar que a política não pode ser abandonada ao improviso nem ao distanciamento da sociedade. Ela deve ser conduzida com ampla participação cidadã, orientada pelo interesse público e comprometida com a construção de um país mais justo, criativo, democrático e participativo.
DESTAQUE CULTURAL DA SEMANA
Uma noite de celebração da cultura e da tradição gaúcha!
No último sábado, 19 de julho, o CTG Sinuelo da Feitoria, em São Leopoldo, realizou o jantar-baile de formatura do seu Curso Gratuito de Danças Gaúchas, marcando o encerramento de uma etapa iniciada em 2 de abril, quando as aulas passaram a acontecer todas as quintas-feiras, às 20h, no galpão da entidade.
Ao todo, 23 casais participaram da formatura, celebrando meses de dedicação, aprendizado e convivência, fortalecendo ainda mais o tradicionalismo gaúcho em nossa comunidade.
Na mesma noite, foi realizado o projeto Bailanta para o Rancho, uma iniciativa que leva música, dança e poesia ao público e que contou com o importante patrocínio do Sicredi. Esse apoio representa um investimento direto na cultura e fortalece o trabalho desenvolvido pelo CTG Sinuelo da Feitoria junto a crianças, jovens e adultos da comunidade da Coab Feitoria, contribuindo para manter vivas as nossas tradições.
A parceria entre o CTG e o Sicredi também se consolida por meio do Fundo Social Sicredi, no qual a entidade foi contemplada pelo segundo ano consecutivo. Já a Bailanta para o Rancho marca o primeiro patrocínio da cooperativa ao projeto desenvolvido em parceria com o Grupo Eco do Pampa, ampliando o acesso da comunidade às manifestações da cultura gaúcha.
Nos próximos dias, também serão divulgados registros em vídeo da programação, que integrarão a prestação de contas do projeto e mostrarão um pouco da emoção e da participação do público nesta grande festa.
Nosso agradecimento ao Sicredi pela confiança e pelo compromisso com a cultura, e a todos que participaram e fizeram desta noite um verdadeiro sucesso!
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