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Braskem busca melhorias nos acessos rodoviário ao Polo Petroquímico |
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| Interligando municípios como Nova Santa Rita, Montenegro, Porto Alegre e Triunfo | |
Dona de uma das operações mais complexas da cadeia industrial gaúcha, a qual incluiu uma estratégia logística integrada de caráter internacional, a Braskem busca melhoria nas condições do acesso rodoviário ao Polo Petroquímico de Triunfo.
A companhia encaminhou à Secretaria de Logística e Transportes do Estado (Selt/RS) um ofício destacando a necessidade emergencial de recuperação das condições do asfalto e da sinalização da ERS 124 no trecho entre a BR 386 e o anel viário do complexo industrial de 14,6 mil hectares.
Interligando municípios como Nova Santa Rita, Montenegro e Porto Alegre, além de Triunfo, o trecho é crucial para entrada e saída de insumos e produtos inflamáveis e de cargas sensíveis. A estimativa é que pelo menos 10 mil veículos circulem diariamente no trecho, entre eles, os cerca de 6.300 trabalhadores das seis empresas que compõem o Polo Petroquímico, que mantém uma operação sensível e com processos ininterruptos.
O documento foi entregue diretamente ao secretário Clóvis Garcez Magalhães, no último dia 24/06, durante sua visita ao complexo petroquímico. “Este trecho da ERS-124 é muito importante para viabilizar a circulação da cadeia produtiva estadual e, por isso, necessita de uma alternativa que atenda aos municípios envolvidos, fundamentais para o desenvolvimento da economia gaúcha”, frisou o titular da pasta.
A preocupação da Braskem no acesso rodoviário ao Polo Petroquímico de Triunfo tem um componente recente a ser considerado. Desde as enchentes de 2024 que, entre outras consequências, comprometeram a Malha Ferroviária Sul, a companhia ficou impedida de utilizar o seu terminal ferroviário localizado dentro do complexo industrial, o qual era utilizado para receber etanol, matéria-prima para produção do eteno de fonte renovável produzido exclusivamente no Estado.
Desde então, para garantir a produção e o abastecimento do mercado, a companhia retomou por via rodoviária o transporte do insumo, acarretando em mil viagens mensais.
Uma das alternativas já sinalizadas para a questão envolveria a utilização do Programa de Incentivo ao Acesso Asfáltico (PIAA/RS). Instituída pela Lei Complementar nº 15.405, em 2019, a iniciativa viabiliza parcerias que agilizem projetos de infraestrutura rodoviária. Entre os requisitos necessários para a adesão ao programa estão os projetos básico e executivo da obra (com os estudos técnicos e de impacto ambiental), o orçamento detalhado dos serviços e os documentos cadastrais da empresa.
Após a aprovação do governo do Estado, as empresas estão autorizadas a realizar os serviços. Em contrapartida, terão o valor investido na obra abatido do ICMS.
Segundo o gerente de Relações Institucionais da Braskem no RS, Daniel Fleischer, a medida reforça o compromisso da companhia em relação à segurança de suas operações. “Há mais de 40 anos mantemos uma agenda positiva de crescimento econômico e desenvolvimento sustentável, seguindo os mais rigorosos padrões de segurança para proteger os integrantes, a comunidade e o meio ambiente, garantindo processos confiáveis e seguros, sempre em sinergia com os atores públicos e privados”, explica.
Ele lembra que, somente nos últimos quatro anos, a companhia realizou investimentos da ordem de R$ 2 bilhões, em processos de melhoria contínua e desenvolvimento de novos ativos, mesmo frente a um cenário complexo, em meio a uma baixa histórica do ciclo petroquímico.
Braskem no RS
Graças a atributos como a sua capacidade instalada de produção e a diversidade de ativos e tecnologias inovadoras empregadas, a operação gaúcha da Braskem é uma peça-chave do planejamento estratégico da companhia no Brasil e no mundo, podendo gerar até 5 milhões de toneladas de produtos químicos e resinas termoplásticas por ano.
É em Triunfo, ainda, que a Braskem abriga o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI), considerado o maior hub de pesquisa e desenvolvimento da companhia no mundo e polo de soluções sustentáveis, entre as quais, o polietileno de fonte renovável - produto pioneiro no mercado global de polímeros.
No Estado, a Braskem administra, ainda, o Terminal Santa Clara (TESC) que conecta o Polo Petroquímico ao Terminal Marítimo Rio Grande (TERG), que escoa boa parte da produção para o mercado nacional e internacional.

