Ministério Público arquiva procedimento sobre qualidade da água em Portão

Por Assessoria de Imprensa
15/05/2026 18h36

O Ministério Público do Rio Grande do Sul determinou o arquivamento da Notícia de Fato que apurava relatos sobre a qualidade da água distribuída pela Corsan em Portão. Na decisão, o órgão reconhece que as alterações de cor, odor e gosto registradas em determinados períodos ocorreram de forma pontual e estiveram associadas às condições ambientais do Rio dos Sinos, sem indicação de comprometimento dos padrões de potabilidade da água distribuída à população.

O promotor Rafael Graboski dos Santos destacou que os dados analíticos apresentados pela Companhia demonstraram atendimento aos parâmetros estabelecidos pela legislação, incluindo resultados dentro dos padrões exigidos para controle de qualidade da água. O Ministério Público também considerou as medidas técnicas e operacionais adotadas pela Corsan para minimizar os impactos causados pelas condições do manancial, como reforço no tratamento, ampliação do monitoramento e ações na rede de distribuição.

O procedimento foi instaurado após relatos da população sobre alterações sensoriais na água, fenômeno associado à proliferação de cianobactérias e à redução da vazão do Rio dos Sinos — situação ambiental registrada em diferentes municípios da região e acompanhada por órgãos técnicos e pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos.

“A decisão do Ministério Público reforça aquilo que a Corsan vem informando desde o início: as alterações observadas eram pontuais, relacionadas às condições do manancial, e não comprometeram a potabilidade da água distribuída à população. Seguimos realizando monitoramento contínuo e rigoroso em todas as etapas do tratamento e da distribuição, em conformidade com os padrões do Ministério da Saúde”, destaca a gerente regional de relações institucionais da Corsan, Cíntia Kovaski.

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