Atividade do comércio registra alta de 1,2 em julho, indica Serasa
Segmento de veículos, motos e peças foi o único que teve queda
As vendas no comércio nacional cresceram 1,2% em julho deste ano na comparação com o mês anterior. O setor de tecidos, vestuário, calçados e acessórios foi o que registrou maior expansão (10,5%), em função do tempo mais frio e do inverno prolongado neste ano no Centro-Sul do país. O segmento de veículos, motos e peças foi o único que teve queda no mês (-1,8%). As informações são do Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian.

“Com o avanço da vacinação e a flexibilização das restrições impostas aos comércios, as pessoas voltaram a circular e fazer compras pessoalmente. Há ainda um aumento da confiança dos consumidores, que estão gastando mais e ajudando os empreendedores a terem um alívio no fluxo de caixa depois deste período tão desafiador”, analisou o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.
Quando comparado a julho de 2020, o índice registrou aumento de 10,6%. “Mas é necessário levar em consideração o tombo registrado em julho do ano anterior (-17,5%) ocasionado, principalmente, pelo período de pico da pandemia no país. Dessa forma, como o aumento não é capaz de compensar a queda, se torna apenas uma recuperação parcial”, explicou Rabi.
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de agosto mostrou novo avanço, com o terceiro crescimento consecutivo no ano. Dessa vez, o aumento é de 4,3% na comparação com o mês anterior, alcançando 115 pontos, o que significa que ficou acima da zona considerada de satisfação. No comparativo anual, a alta é de 47,2%. Os números foram divulgados hoje (18) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com a entidade, “a alta aparece reforçada pela expectativa de melhoria das vendas do Dia dos Pais e da economia em geral”.
A avaliação indicou ainda a continuação da tendência de incremento da confiança dos empresários, após fortes aumentos ocorridos em junho (12,2%) e julho (11,7%). Na visão do presidente da CNC, José Roberto Tadros, a proporção de pessoas vacinadas no país está diretamente ligada à resposta do setor, mesmo que ele ainda dependa das vendas presenciais. “Mesmo com alta digitalização do comércio e adoção de serviços de delivery, seja em shopping centers ou lojas de rua, é um segmento que tende a acompanhar essa movimentação física de pessoas”, observou.
Segundo a CNC, o Icec vem se mantendo na zona de otimismo desde julho. O principal responsável pela alta, como apontam as últimas pesquisas, é o subitem relativo às condições atuais do empresário do setor (10,6%), mas também com boa participação do subitem sobre a percepção de que as condições da economia melhoraram (14,9%).
“Outros fatores reforçaram esse entendimento, como o possível cenário de manutenção do emprego, seguido do crescimento da renda, bem como dos acréscimos sobre o faturamento do comércio em decorrência do pagamento da quarta parcela do auxílio emergencial”, completou.
Otimismo continua
O economista da CNC responsável pela pesquisa, Antonio Everton, disse que o indicador aponta um segundo semestre mais positivo, com vendas impulsionadas por datas comemorativas que têm tudo para acontecer acima do ano passado. “Além disso, há uma nítida sensação de que as condições atuais da economia evoluíram até o momento, colocando o olhar dos comerciantes sobre a crise no espelho retrovisor”, afirmou.
O componente que se refere a expectativas dos comerciantes (151,3 pontos) é o que se mantém com maior distância entre os três que integram o Icec. Ainda dentro da zona de otimismo, na sequência, aparece a intenção de investimentos (101,7 pontos). No entanto, o sentimento quanto à realidade dos empresários do comércio ainda se apresenta na zona de insatisfação (92,1 pontos), apesar de vir crescendo ultimamente.
Edição: Lílian Beraldo
Edição: Valéria Aguiar
