Medalhistas ganham prêmios de 250, 150 e 100 mil reais
Comitê Olímpico do Brasil paga a maior premiação da sua história
Os atletas brasileiros que conquistarem medalhas nesta olimpíada de Tóquiio, receberão as maiores premiações da história brasileira de medalhistas das Olimpíadas.
Nesta edição dos Jogos Olímpicos no Japão, o Comitê Olímpico Brasileiro reconheceu mais os esforços de cada atleta para chegar ao pódio do maior evento esportivo do planeta, que reúne mais de 200 países de todos os continentes.
São aproximadamente 12 mil atletas em busca de medalhas olímpicas e de estar entre os três maiores nomes de cada modalidade esportiva. O reconhecimento internacional e as oportunidades de patrocínio também surgem mais.
Para esta olimpíada o COB resolveu pagar a seguinte premiação aos atletas brasileiros que conquistarem medalhas:
Premiação Individual
Medalha de Ouro receberá prêmio de R$ 250.000,00
Medalha de Prata receberá prêmio de R$ 150.000,00
Medalha de Bronze receberá prêmio de R$ 100.000,00
Esportes coletivos:
Os times com até seis atletas receberão R$ 500 mil (ouro), R$ 300 mil (prata) e R$ 200 mil (bronze).
Já atletas das modalidades coletivas receberão R$ 750 mil (ouro), R$ 450 mil (prata) e R$ 300 mil (bronze). Nos dois casos os valores deverão ser divididos.
Os primeiros atletas a conquistarem a maior premiação, a medalha de ouro, foram o campeão olímpico de surf, Ítalo Ferreira, que recebe 250 mil reais pela sua conquista; a jovem Rebeca Andrade, da Ginástica, que recebe 250 mil pela conquista de sua medalha de ouro e mais 150 mil pela conquista da medalha de prata, somando uma premiação de 400 mil reais; e as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze que são bicampeãs olímpicas e irão dividir os 500 mil. Na terça-feira, dia 3 de agosto, elas faturaram a medalha de ouro na classe 49erFX da vela nas Olimpíadas de 2020.
No final, dia 8 de agosto, o Brasil garantiu 21 medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020: 07 de ouro, 06 de prata e 08 de bronze, ficando na 12ª posição no ranking geral de medalhas.
Com a classificação para as semifinais na categoria entre 81 kg e 91 kg, Abner Teixeira assegurou o bronze no Box peso pesado, ao ser derrotado pelo bicampeão cubano Julio La Cruz.
O pugilista Hebert Conceição, que está entre os quatro melhores no boxe até 75 kg, buscou o lugar mais alto do pódio e conquistou a medalha de ouro ao nocautear seu adversário ucraniano na final.
No boxe feminino Bia Ferreira teve o melhor desempenho feminino na história do Brasil ao ficar com a prata na categoria peso leve, de até 60 kg.
Novidades nas Olimpíadas, o surfe e o skate renderam três medalhas para o Time Brasil.
O skatista paulista Kelvin Hoefler, primeiro brasileiro a subir ao pódio na capital japonesa, foi prata na categoria street.
A maranhense Rayssa Leal, de apenas 13 anos —mais jovem representante do Brasil nos Jogos —, repetiu o feito do colega no feminino.
Também o skatista Pedro Barros subiu ao pódio japonês e levantou a medalha de prata dia 5 de agosto, perdndo o ouro para um australiano.
Do surfe veio o primeiro ouro. A esperada final verde-amarela não aconteceu, mas o potiguar Ítalo Ferreira derrotou o japonês Kanoa Igarashi, o algoz de Gabriel Medina, na bateria decisiva.
O primeiro bronze do Brasil em Tóquio veio do judô. Aos 23 anos, Daniel Cargnin conseguiu subir ao pódio na categoria peso meio-leve (até 66 kg), após obter o 3º lugar.
Tóquio também reservou medalhas históricas para o Brasil. A judoca Mayra Aguiar ficou com o bronze e se tornou a primeira brasileira a conquistar três medalhas em competições individuais.
Rebeca Andrade, segunda colocada no individual geral da ginástica artística, foi a primeira ginasta do Brasil a subir no pódio olímpico e levar a prata. Na sequência, a ginasta ganhou o ouro inédito no esporte com exibições incríveis na final do salto.
A última participação brasileira em um pódio da natação havia acontecido nos Jogos de Londres 2012, quando César Cielo conquistou o bronze nos 50 m livre. Após um ano de treinos improvisados por conta da pandemia, o gaúcho de Canoas Fernando Scheffer garantiu o terceiro lugar nos 200 m livre e quebrou o jejum.
Bruno Fratus - Após conquistar o quarto lugar e ficar com um “quase” nos 50 m livres das Olimpíadas de Londres 2012 e chegar à sexta colocação na mesma categoria no Rio, em 2016, o fluminense de Macaé atravessou a piscina olímpica em 21,57 segundos e ganhou a medalha de bronze.
Porém a medalha inédita de natação para uma mulher brasileira veio através das braçadas da competente Ana Marcela da Cunha, que venceu a maratona aquática de 10 km e levantou o Ouro para o Brasil.
Na canoagem o brasileiro Isaquias Queiroz conquistou sua primeira medalha de ouro ao chegar na frente na competição dos 1000 metros.
No atletismo, Alison dos Santos brilhou e conquistou a medalha de bronze nos 400m com barreira no dia 03 de agosto.
Neste mesmo dia o atleta Thiago Braz da Silva conquistou a medalha de bronze no salto com vara.
Já Laura Pigossi e Luisa Stefani terminaram na terceira posição nas duplas mistas, faturando a medalha inédita do tênis brasileiro nos Jogos. Foi um bronze muito comemorado pela jovem dupla do tênis.

E a seleção brasileira feminina de vôlei, que chegou desacreditada à Tóquio, foi até a final contra os EUA e levou a prata para casa.
No futebol masculino mais uma vez o Brasil conquistou a medalha de ouro ao derrotar a Espanha na final por 2 a 1. Agora o Brasil é bi-campeão nas olimpíadas.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) esperava ter desempenho similar da Rio-2016, quando conquistou 19 medalhas (04 de ouro) e terminou os Jogos Olímpicos na 13ª posição. O país levou 301 atletas ao Japão e atingiu sua meta inicial, aumentando o quadro de conquistas de medalhas de 19 para 21 e ouro de 04 para 07.
