Caminhada no Parque da Redenção mobiliza homens pelo fim da violência contra mulheres
Ao longo da ação foram divulgados canais de apoio como Disque 180
Uma caminhada organizada pelos irmãos Adão Pretto e Edegar Pretto mobilizou centenas de pessoas na manhã de sábado (6) no Parque da Redenção, em Porto Alegre, em defesa do fim da violência contra as mulheres.
A atividade marcou o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher, celebrado em 6 de dezembro, e teve como foco a conscientização e o diálogo direto com a população.
Durante o percurso, os participantes abordaram frequentadores do parque para conversar sobre a importância da prevenção, da denúncia e do enfrentamento à violência de gênero.
Ao longo da ação, foram divulgados canais de apoio como o Disque 180, principal serviço de atendimento e orientação às mulheres em situação de violência.
Também foram distribuídos exemplares da cartilha “Não é Não”, produzida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), com informações e orientações sobre como buscar proteção.
O coordenador da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher, o deputado estadual Adão Pretto, destacou que o enfrentamento à violência exige o engajamento ativo dos homens.
“Não basta dizer que somos contra a violência. É preciso agir, falar sobre o tema, orientar e assumir responsabilidade. Os homens têm um papel fundamental na mudança dessa realidade, e essa caminhada é parte desse compromisso coletivo”, afirmou.
Também presente na atividade, o articulador nacional do movimento HeForShe, da ONU Mulheres, Edegar Pretto, reforçou a importância de ampliar a conscientização masculina e de envolver os homens como aliados na construção de uma sociedade mais justa e segura para as mulheres.
A mobilização integra uma série de ações desenvolvidas pela Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher e entidades parceiras, com o objetivo de ampliar o debate público, fortalecer políticas de proteção e incentivar os homens a assumirem um compromisso ativo no combate à violência de gênero.
Em todo o país foram realizadas passeatas e mobilizações contra o feminicídio que é um dos crimes que mais cresce nos índices de violência contra a pessoa no Brasil.



