No dia 19 de junho de 2021 o Brasil ultrapassou os 500 mil mortos por causa do Covid-19, o novo coronavírus que assola o planeta desde o fim de 2019 e aportou no Brasil em fins de fevereiro de 2020. No dia 22 de junho, quando editamos esta matéria, o número de mortos ultrapassava 505 mil mortos.

O vírus começou a se proliferar na China e já em fevereiro começou a fazer milhares de vítimas na Europa, Ásia e Américas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em março que o planeta estava vivendo uma pandemia sem precedente na história recente da humanidade. Somente a Gripe Espanhola, em 1919, teve um número tão grande de vítimas no mundo todo por uma únca doença.

A primeira morte por Covid-19 no Brasil foi registrada oficialmente em 12 de março de 2020, em São Paulo. Desta data em diante a pandemia se espalhou por todos estados e cidades do país, causando pânico na população e super lotação nos hospitais que colapsaram. Em muitos lugares, como em Manaus, faltaram cilindros de oxigênio e muitas pessoas morreram asfixiadas. Também remédios para intubarem os pacientes faltaram nas unidades de saúde, causando grande preocupação nos profissionais de saúde, gerando um verdadeiro caos.

Foram 15 meses de medo e luta contra o vírus, em torno de 433 dias de mortes acumuladas em todos os cantos do país. No dia 19 de junho de 2021 o Brasil ultrapassou a marca de 500 mil vítimas fatais registradas oficialmente pelo Ministério da Saúde. Uma média diária de 1.155 mortes por Covid, o que representa em torno de 33.333 óbitos por mês. Pessoas de todas as classes sociais em mais de 5,5 mil cidades.

Os analistas ainda se debruçam sobre esta tragédia. Mesmo com a vacinação que iniciou um ano após começar a pandemia e as restrições de aglomerações, com cancelamento de eventos e atividades com presença de público, a contaminação e as mortes seguem aumentando. O Brasil já vive uma terceira onda de incidência da doença e os registros de contaminação estão em torno de 80 mil novos casos diários (são mais de 18 milhões de contaminados) e mais de 2 mil mortes a cada 24 horas. Isso coloca o Brasil em 2º lugar no ranking de mortes pelo vírus, perdendo apenas para os Estados Unidos que ja registrou mais de 600 mil mortes. A Índia e o México aparecem em 3º e 4º lugar neste trágico ranking.

Com o avanço da vacinação no país, as autoridades e a população esperam que a curva estatística que monitora a pandemia comece em breve a diminuir no Brasil, como já acontece em países como os EUA, China e nações da Europa que estão aos poucos contendo o avanço do coronavírus em seus territórios.

Porém a crise ainda continua forte no Brasil e todo cuidado é pouco. Nos EUA as mortes estão abaixo dos 450 óbitos diários, enquanto no Brasil ultrapassam os 2.300 óbitos.

Numa comparação com países que possuem população similar ao Brasil, também nações em desenvolvimento econômico e mais pobres do que o Brasil, fica gritante a diferença de mortes, como mostra o gráfico abaixo:

Indonésia = 276 milhões de habitantes = 54 mil mortos

Paquistão = 225 milhões de habitantes = 22 mil mortos

Brasil = 214 milhões de habitantes = 504 mil mortos

Nigéria = 211 milhões de habitantes = 02 mil mortos

Bangladesh = 166 milhões de habitantes = 13 mil mortos.

Os especialistas ainda buscam explicações para esta discrepância que ocorre no Brasil, o maior país da América Latina.