Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul apontam que o mês de Maio 2021 teve um aumento de 14,3% nos casos de feminicídio em comparação ao mesmo período de 2020. O assassinato de mulheres em razão de gênero ainda é uma questão preocupante e uma das pautas que será debatida pelo Comitê Intermunicipal de Fortalecimento da Rede de Políticas Públicas para as Mulheres.

 O grupo que esteve reunido em seu primeiro encontro na quarta-feira, 09/06, reuniu 12 cidades da Região Metropolitana, entre elas Nova Santa Rita, São Leopoldo, Alvorada, Dois Irmãos, Eldorado, Esteio, Gravataí, Parobé, Porto Alegre, Sapucaia e Viamão, em reunião virtual.

ENFRENTAMENTO E PREVENÇÃO

O Comitê busca fomentar as discussões sobre a temática e a proposição de ações voltadas para o enfrentamento e prevenção da violência doméstica, através da Lei Maria da Penha, sempre visando o fortalecimento e a troca de experiências, principalmente no que diz respeito à atuação articulada e aos serviços integrados de assistência às mulheres.

Como encaminhamento, uma nova reunião, desta vez presencial, ficou agendada para o final do mês de junho, com o intuito da construção de uma proposta junto ao Governo do Estado para abrigamento regional para mulheres em situação de vulnerabilidade e violência.

VOZ PARA QUEM PRECISA

De acordo com a coordenadora do Comitê, Secretária de Políticas para as Mulheres de São Leopoldo, Margarete Simon Ferretti, o debate sobre as propostas de amparo às mulheres não pode parar. “Nos últimos anos, vimos um esvaziamento sobre o tema por parte do Governo Federal, mas temos mulheres que são vítimas diariamente. São mulheres brancas, negras, pardas, jovens e idosas, violadas com a privação em direitos, com a violência ou pela opressão, simplesmente por uma questão de gênero, por isso, essa união intermunicipal, para darmos voz e proteção a quem precisa”, disse Margarete, que é ex-prefeita de Nova Santa Rita e ex-presidente da Granpal.

“A chuva abençoada desta manhã nos acompanha na visita ao Centro Medianeira, na cidade de São Leopoldo. É neste local que jovens e crianças desassistidas têm a oportunidade de amparo, acolhimento e desenvolvimento através de atividades e cursos profissionalizantes. Muito gratificante saber que a semente plantada em 1958 hoje tem frutos que dignificam famílias em nossa sociedade. A Secretaria de Políticas para as Mulheres de São Leopoldo é parceira nesta iniciativa”, concluiu Margarete.