A atriz Léa Garcia foi vítima fatal de um enfarto agudo na noite de 14 de agosto na cidade de Gramado, Serra Gaúcha. Ela se sentiu mal quando estava no hotel e foi levada para o hospital da cidade mas acabou morrendo.

Léa Garcia participava do Festival Internacional de Cinema de Gramado e receberia na noite de 15 de agosto o Troféu Oscarito em homenagem aos seus 70 anos de trabalho no teatro, televisão e cinema. Toda a programação do evento foi alterada e o filho da atriz, Marcelo Garcia, recebeu o troféu em nome de sua mãe com muita emoção.

A atriz é considerada um ícone na arte cênica do país, sendo uma das primeiras atrizes negras a atuar em grandes produções cinematográficas, fazendo importantes papéis nas novelas, cinemas e palcos de teatro no Brasil. Sua atitude de luta contra a discriminação e o racismo fizeram dela uma atriz ativista. Foi inspiração para várias gerações de atrizes negras que a partir dela tiveram espaço nas grandes produções.

A atriz morreu durante a maior festa do cinema brasileiro, quando estava recebendo inúmeras e justas homenagens.

Léa Garcia, atriz conhecida por papeis marcantes em produções como "Selva de Pedra", "Escrava Isaura", "Xica da Silva" e "O Clone", morreu aos 90 anos, depois de quase um século de vida intensa pela arte.

A atriz nasceu em Praça Mauá, no Rio de Janeiro, em 1933, e estreou no teatro em 1952. Ao longo de sua carreira foram mais de 100 produções na televisão, cinema e teatro. Ela conquistou quatro Kikitos, com "Filhas do Vento", "Hoje tem Ragu" e "Acalanto".