NA CÂMARA DE VEREADORES, BATTISTELLA ANUNCIA INÍCIO DO PROJETO DE ENERGIA FOTOVOLTAICA

O prefeito Rodrigo Battistella anunciou o início do projeto de energia fotovoltaica em Nova Santa Rita, na noite de terça-feira (25), em fala na Câmara de Vereadores do município. A decisão veio depois de duas negativas dos parlamentares ao projeto de lei enviado pelo Executivo. 

Battistella afirmou que o dinheiro que hoje é pago pela RGE, seria utilizado para o custo do financiamento. “Foi falado por um vereador que teria um financiamento mais barato, mas não sabemos onde está esse orçamento, já que o vereador não apresentou  o mesmo para a secretária de Finanças Públicas”.

O prefeito reafirmou que não se importaria de trocar o plano, o projeto e o orçamento. “Eu não tenho compromisso com bancos e sim com a verdade e com a minha comunidade”. “Foi questionado sobre outros bancos, mas a unidade bancária que foi citada pelo vereador teria um juros de mais de 4,7 milhões de reais, além de que pagamento duraria 15 anos”.

De acordo com o líder do Executivo, “teve vereador que falou que se o Executivo mostrasse o financiamento mais barato”, votaria a favor do projeto. “Enviamos novamente para votação e a secretária esteve na casa para explicar novamente, mas o mesmo não compareceu na reunião”.

Mesmo diante da não aprovação, a energia fotovoltaica saíra do papel, em etapas, não como havia sido idealizada. “O investimento inicial será de R$ 2 milhões para a realização de metade do projeto, que retiraremos do valor que faríamos a pavimentação de algumas ruas”, explica ele. Battistella pontua que será adiada a obra das ruas Passo do Caí, Fortaleza e 11 de Abril. “Já conversamos com os(as) moradores(as) e explicamos a situação”.


O PROJETO

O prazo de financiamento apresentado pelo Executivo era de cinco anos, com carência de um. O valor total financiado seria de R$ 4 milhões. O orçamento foi buscado com os bancos do Brasil, Banrisul, Caixa Econômica Federal e Badesul.

Na ocasião, a secretária de Finanças Públicas, Daiane Fraga, detalhou que as cooperativas de crédito, como Sicredi e Cresol, não efetuam financiamento com órgãos públicos. “Nós também os procuramos, mas não tivemos sucesso devido as políticas internas de cada unidade”. No Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), segundo ela, há uma linha de financiamento para a energia fotovoltaica, sendo que o prazo não pode ser menor que 15 anos, assim como o prazo de carência, que precisa ser maior de dois anos. “Sem contar que a taxa é corrigida pela variação da moeda Euro, que somente no ano de 2022 variou mais de 4%.”

No estudo, o Executivo projetava implementar o projeto através de financiamento bancário, sendo o valor estimado em R$ 4 milhões, com carência de 12 meses e pagamento em cinco anos. Anualmente, a Administração gasta R$ 1.128.758,40 em energia. Depois da instalação das usinas, o custo reduziria e chegaria a R$ 209.480,65. 

COMO VOTARAM OS VEREADORES

Foram contra o projeto, os vereadores Eliel Antônio Alves da Silva (PRTB), Odegar Mendes Raymundo (PRTB), Jocelino Rodrigues (REP) e Silvio Roberto Flores de Almeida (PP). Votaram favoravelmente: Andreia Margarete (PT), Ieda Bilhalva (MDB), Leonardo Vieira (PDT), Rodrigo Aveiro (PT), Debora Oliveira (MDB), Ildo Maciel da Luz (PT) e Paulo Vargas (PDT). Para aprovação, era necessário que, ao menos, oito parlamentares fossem favoráveis ao projeto.