Meio ambiente é estratégico para a sociedade, salienta vereador Gilmar
Político de São Leopoldo trabalha com as pautas da cultura
MEIO AMBIENTE É ESTRATÉGICO diz vereador Gilmar Pinto
Na manhã da sexta-feira, dia 06 de janeiro, o vereador Gilmar Pinto, do PDT, realizou visita ao Secretário Municipal de Meio Ambiente de São Leopoldo, Anderson Etter.
Na ocasião, o Secretário Anderson Etter apresentou informações relativas ao plano de gestão ambiental e entregou um exemplar do Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa de São Leopoldo, que apresenta os dados com base no ano de 2019 e tem como objetivo identificar as principais fontes de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) nos diversos setores da cidade.
O Vereador Gilmar Pinto disse que a questão ambiental é estratégica, e a pauta redução da emissão dos gases é objetivo global, e se colocou à disposição do Secretário para colaborar nos projetos relativos a Meio Ambiente e que propõem o engajamento da Sociedade nos projetos ambientais do município.
Na avaliação do vereador Gilmar Pinto, PDT, “o encontro foi muito positivo, agradeceu a maneira como o secretário o recebeu e ficou claro que o município prioriza valorizar o meio ambiente como estratégia vital”. Ainda disse que tem preocupação com respeito a “destinação do resíduo sólido urbano que muitas vezes não é colocado para a coleta e descartado inadequadamente chegando à rede de esgoto e consequentemente ao Rio dos Sinos e causando todos os problemas que já conhecemos”
Ficou estabelecido que nas próximas semanas terá novo encontro para tratar de assuntos mais específicos conforme a agenda ambiental da secretaria e, foi feito o convite, para participar da reunião da Comissão do Observatório Ambiental da Cidade.
PROJETO EMBALAGENS DE VIDRO
Por Alessandro Bandeira Scherer
Gestor de Resíduos, Especialista em Comércio de Reutilizáveis e/ou Recicláveis, Graduando em Gestão de Cooperativismo
Gravataí, Rio Grande do Sul, Brasil
O problema dos resíduos no Brasil e no mundo é complexo, a muitos anos, décadas e décadas sem a devida atenção. Dentre os diversos resíduos reutilizáveis ou recicláveis está o VIDRO, um material usado em muitos processos dentro da indústria (embalagens) das mais variadas áreas de produtos.
Este resíduo vem sendo tratado como “lixo” ou no termo mais técnico de REJEITO, aquilo que não tem realmente mais utilidade no “sistema”, ou seja, por uma analise equivocada por parte de grande maioria da sociedade, definiu-se que o vidro tem um único “ciclo de vida”.
“Bebi minha cerveja (Long Neck), ou seja lá o que for, é só por no lixo, puxa vida, o caminhão do lixo não recolhe, então vou deixar em um cantinho por ai depois jogo naquele terreno baldio.”
Infelizmente, essa é atitude da grande maioria da sociedade, inclusive de empresas, como Bares, Restaurantes, Casas de Eventos e outros.
Temos no Brasil lei 12.305 de 2 de agosto de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos que regula o mercado de Resíduos em todos os seus aspectos, esta lei contempla a implementação da Logística Reversa dos produtos de algumas seguimentos incluindo o de embalagens, após o seu uso, ou seja, como proceder no descarte, ou melhor, a sua destinação ambientalmente adequada, que é bem diferente de "disposição final".
Embora estejamos falando de uma lei promulgada a 11 anos, muito pouco se fez até aqui, por falta de conhecimento da mesma da grande maioria da população.
O principal motivo pelo qual o resíduo “vidro” na forma de garrafas, potes, vidros da construção civil, espelhos, até mesmo lâmpadas, etc... vão parar no meio ambiente ou ocupam um grande espaço nos aterros sanitários e lixões a céu aberto é o baixo custo do seu valor no mercado (como “caco”), inviabilizando em grande maioria das regiões sua comercialização e em função de seu volume e peso inviabilizando o custo da logística até a indústria de transformação que ainda são poucas no Brasil.
Resolvi desenvolver um trabalho, quase que a parte do resto do meu projeto, para ver se não é possível “revalorizar” este “problema dentro do Problemão”.
De acordo com um método de Gravimetria, percebi que temos uma gigantesca quantidade deste “produto” (matéria prima) indo para aterros sanitários e lixões, e entendi que poderia minimizar este problema começando com aquilo que ainda não virou “sucata” (tudo que não está quebrado) encontrando algum cliente que gostaria de reutilizar o produto em seu processo.
Tendo em vista a hierarquia que estipula a lei 12.305 faço aqui uma ressalva que considero relevante: Reciclar é muito bom, porem reutilizar é ainda melhor, pois empregamos muito menos “energias” neste processo, e deixamos de emitir muita poluição nos processos de transformação de “recicláveis” em nova matéria prima e produtos.
Encontrei após vários dias de pesquisa 1 único “parceiro” nas proximidades (que valoriza-se o produto e viabilizasse a coleta em minha região).
Após prévio contato e acertos comerciais iniciei a parte de identificação de fontes de minha matéria prima via mapeamento das 2 cidades de atuação encontrando os pontos críticos (neste caso leia-se Grandes Geradores)
Feito isso dei o start na minha parte de execução, ou seja, fui “coletar”.
Esse primeiro lote teve a duração de 21 dias, os quais empreguei uma média de 2 horas por dia na execução, em uma região no raio de 8 Km de minha residência, nas cidades de Gravataí e Cachoeirinha (RS), meu veiculo de coleta é uma bicicleta com um bagageiro adaptado, ou seja, nada grande e muito menos sofisticado ou caro.
Durante o período de 20 de dezembro de 2020 até o dia 19 de janeiro de 2021 tive uma coleta média de 48 garrafas dia em 21 dias de execução.
Percentualmente coletei 20% à 25% das embalagens encontradas nestas cidades, pois a grande maioria dos fabricantes de bebidas não tem uma política de “Logística Reversa” acessível a ‘COLETORES” autônomos, (populares catadores de rua), algumas nem mesmo tem “logística reversa”, no entanto o resultado financeiro é de pelo menos 400% a mais do que a comercialização tradicional (sucata de vidro). Ou seja, podendo ser tão ou mais rentável que o papelão por exemplo dependendo da região em que se encontra o projeto e da dimensão do trabalho realizado.
Bom... então, no meu entendimento parece simples, sem truque e nem magia da pra ter retorno e dá para organizar uma rede de coleta deste tipo de resíduo e vender para o parceiro certo.
Com o apoio da sociedade e com as grandes empresas de bebidas aceitando de alguma forma os “coletores autônomos” em seus processos de “Logística Reversa” dá pra começar a resolver um grande problema.
Creio que deva ser uma ótima oportunidade para nós que estamos neste movimento e que queremos transformar “O Tal LIXO” em riqueza bem distribuída, visando dignidade e desenvolvimento humano.
Agradeço enormemente a minha esposa Ilma Belarmino que me apoia em todos os meus projetos e pesquisas e ao Virapuru na pessoa do mestre Gleysson e a Ana, por todo o apoio e essa contribuição sem preço, porem com um valor inestimável as nossas carreiras profissionais.
